quarta-feira, 16 de julho de 2014

Frango panado no forno

Gosto de praia, não gosto da areia por baixo das unhas.
Gosto de sol, não gosto de usar óculos de sol de manhã cedinho.
Gosto de escrever, não gosto das dores que começo a sentir no pulso direito ao fim de umas páginas.
Gosto de plantas, não gosto de não saber cuidar delas.
Gosto de laranjas, não gosto de as descascar (obrigada MCP!)
Gosto de calções, não gosto de mostrar as minhas pernas brancas.
Gosto de cães, não gosto (mesmo nada!) quando tentam saltar-me às pernas.
Gosto de azul, branco e cinza claro, não gosto de vermelho, amarelo ou lilás.
...
Gosto de frango frito, panado ou no churrasco, mas não gosto de gordura....

































Ingredientes (para 2 pessoas):
1 peito e 2 coxas de frango
4 tostas (ou pão do dia anterior)
40gr de parmesão ralado
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de orégãos
1 colher de chá de mistura de especiarias orientais da Margão
1 colher de chá de paprica
1 colher de chá de mistura pimentão e louro da Margão
1 colher de chá de malagueta seca em flocos
100ml de natas (usei natas de soja)
Batatinhas para assar
Sal e pimenta preta e sumo de limão
Confecção:
Aqueça o forno a 200º. Tempere o frango com sal, pimenta e sumo de limão. Reserve 30 minutos.
Triture finamente as tostas para obter pão ralado e coloque num prato juntamente com o queijo parmesão, os orégãos e a mistura de especiarias orientais. De seguida, envolva a carne no azeite.
Num prato coloque as natas, adicione os pedaços de carne e vire-os algumas vezes de modo a absorverem muito bem o líquido. Passe os pedaços de frango pela mistura de pão ralado.
Disponha o frango num tabuleiro forrado com folha de alumínio e ligeiramente untado com azeite. Polvilhe com paprica e leve ao forno durante cerca de 45 minutos até ficarem dourados.
Acompanhe com batatinha assada, temperada com sal, azeite, malagueta seca e a mistura de pimentão de louro da Margão.




























































terça-feira, 15 de julho de 2014

Mousse de morangos


Esta sobremesa foi feita o ano passado, quando já nos estávamos a preparar para mudar de casa.
Nessa altura, já tinha a sala cheia de caixotes, plástico bolha, jornais, fita cola, etiquetas...
As mudanças aconteceram de forma tão rápida e inesperada, que não me lembro em altura nenhuma estar excitada por mudar de casa. Aliás, estamos quase há um ano na casa nova, e só há poucos meses começamos efectivamente a desfrutar da casa e das coisas boas que a mudança nos proporcionou.

A minha mousse ficou com menos consistência, porque se há coisa com a qual não me ajeito é bater natas. Parece parvo, eu sei, mas realmente é tarefa para me pôr os cabelos em pé.
Seja como for, aqui vai a receita, que adaptei ligeiramente, e que naquela altura serviu para nos esquecermos um bocadinho do stress em que estávamos.

Fiquem bem!



Ingredientes:
3 iogurtes de aroma de morango
3 colheres de sobremesa de açúcar
1 pacote de gelatina de morango
200ml de agua a ferver
1 pacote de natas (200ml)
500gr de morangos


Confecção:
Lavam-se os morangos e colocam -se no liquidificador, trituram-se. Juntam-se os iogurtes e o açúcar e tritura-se novamente.
Dissolve-se a gelatina numa chávena de agua a ferver e junta-se ao preparado anterior misturando até arrefecer completamente.
Batem-se as  natas e envolvem-se no creme anterior.
Deita-se em taças e coloca-se no frio.
Serve-se decorado com morangos.


Receita daqui.

 
 
 







 
 
 










segunda-feira, 14 de julho de 2014

Alheira com espargos (o petisco do fim de semana)

Adoramos estes petiscos que nos sabem pela vida ao fim de semana!
Com o tempo bom que temos tido, a varanda converte-se no melhor sítio para estarmos. Com sombra, com privacidade e com espaço, o almoço sabe a férias e a destinos de tranquilidade e sol.



























Ingredientes (para 2 pessoas):
1 alheira
1 molho de espargos
1 colher de chá de molho inglês
1 pitada de sal
2 ovos
2 colheres de sopa de vinagre de vinho
Pão



Confecção:
Lave bem os espargos. Corte a parte mais dura da base dos espargos e rejeite (há quem use estes bocadinhos para a base da sopa... eu não gosto)
Leve uma frigideira larga ao lume com um fio de azeite e salteie durante 2 minutos os espargos cortados em 3 partes. Tempere com um pouco sal e molho inglês.
Corte a alheira em rodelas e junte aos espargos. Deixe a alheira tostar dos dois lados uns 3 a 4 minutos (nós gostamos dos legumes mais durinhos, por isso não deixamos ficar muito tempo na frigideira).
Coloque a aquecer uma panela funda com 3/4 de água e adicione o vinagre. Assim que a água estiver bem quente (mas sem ferver!), mexa-a com a ajuda de um fouet no sentido do relógio até criar um funil. Com cuidado, abra o ovo para dentro desse funil e deixe escalfar durante uns 3 a 4 minutos. Retire o ovo com a ajuda de uma escumadeira e com uma faca corte os fios da clara que estiverem soltos. Repita esta operação para o outro ovo. Tempere com sal e pimenta.
Sirva a alheira com os ovos por cima, acompanhada dos espargos, do pão e de uma cerveja fresquinha!



















































sexta-feira, 11 de julho de 2014

Muffins de leite

Sempre que posso (e derrubo a preguiça), faço um bolinho ou bolachinhas para termos em casa, para irmos comendo durante a semana.
Estou a tentar evitar que se comprem bolachas do supermercado. Não estou apostada em extremismos (que não gosta de Oreos ou Filipinos que atire uma pedrinha!), mas estou a tentar evitar que entrem em casa com tanta frequência. Ainda por cima, como o tempo tem estado tão estranho, ao ponto de quase parecer Outono, nada melhor que passar umas horitas do fim-de-semana a relaxar á volta das farinhas, dos açúcares, dos ovos e das coisinhas boas que lhes podemos adicionar.



Ingredientes:
100gr de manteiga com sal
100gr de farinha de trigo
150gr de farinha maizena
4 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de aroma de baunilha
1 colher de chá de canela
3 colheres de chá de fermento em pó
200ml de leite magro
1 ovo

Confecção:
Bata a manteiga em creme. Junte-lhe as farinhas, o açúcar, o aroma de baunilha, a canela e o fermento. Bata bem. 
Junte a gema de ovo desfeita no leite e, no fim, a clara batida em castelo, envolvendo cuidadosamente.
Deite em pequenas formas e leve ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 15 minutos. 
Sirva-os quentes acompanhados com manteiga ou compota.

(Receita adaptada do Pingo Doce)















quarta-feira, 9 de julho de 2014

Medalhões de pescada morenos

Estou para aqui a pensar nas voltas que a vida dá.
Lembro-me de passar por pessoas na rua, no autocarro, no café e sem as conhecer, de as julgar pelo que faziam, pelo que diziam, como gesticulavam... E uns anos mais tarde, depois de as conhecer pessoalmente, a ideia que tinha dessas pessoas mudou completamente.
Há quem seja aparentemente frio e arrogante para se proteger e esconder dos outros todas as suas fragilidades, há quem seja expansivo apenas para que as pessoas não percebam a sua enorme timidez, e depois há todos aqueles que são efectivamente mal-dispostos e aborrecidos, porque não querem evidenciar toda a sua frustração por estarem insatisfeitos com a vida (ou com o trabalho!).

Com estas tranches de pescada passou-me o mesmo. De aspecto franco e humilde, revesti-as de personalidade e dei-lhes um "arzinho" vaidoso! Que a vida é boa demais para andar zangada com ela!


 

































Ingredientes:
6 medalhões de pescada descongelados (usei tranches)
2 dentes de alho picados
1 colher de sopa de salsa picada
Sumo de meio limão
1 ovo
1 colher café de mostarda
4 tostas integrais
Sal e pimenta
2 colheres de sopa de sementes de sésamo
Farinha de trigo
Óleo para fritar (uso de óleo de amendoim)
Ervilhas 


Confecção:
Tempere os medalhões de pescada com sal, pimenta, sumo de limão e os alhos. Deixe marinar uns 30 minutos.
Rale as tostas e pique a salsa. Num prato fundo misture as tostas, a salsa e as sementes de sésamo.
Escorra o peixe da marinada e enxugue muito bem com papel absorvente. Passe-os por farinha, depois pelo ovo batido misturado com a mostarda, e finalmente pela mistura das tostas, salsa e sésamo.
Frite em óleo bem quente e escorra em papel absorvente. Acompanhe com arroz de ervilhas.

(Receita adaptada do Pingo Doce)





terça-feira, 8 de julho de 2014

Bolo de cenoura (sem cobertura)

Gostamos muito de bolinhos simples, sem recheios ou coberturas, mas gostamos de bolinhos com caldas docinhas e muito húmidos. 
Este bolo foi feito para um almoço com os meus Pais, certa que seria do agrado deles, apesar de o bolo favorito do meu Pai ser pão-de-ló (eu e a minha Mãe brincamos com a situação e dizemos que é o bolo tipo palha... é que só passa na garganta com a ajuda de um chá! Cruzes!).
O bolo ficou muito bom: húmido (nada parecido com o pão-de-ló), na dose certa de açúcar e a amêndoa combinou muito bem com a cenoura mas, lamentavelmente, sabia quase só a laranja. Tive receio que os meus Pais não gostassem do sabor da cenoura e por isso decidi acrescentar o sumo da laranja. Afinal não valia pena, porque ambos gostam de bolo de cenoura, e ter arrancado um "está muito bom" do meu pai, foi uma vitória!



Ingredientes:
4 ovos
1 + 1/2 chávenas de açúcar branco
150ml de óleo (usei óleo de amendoim)
200gr cenouras cruas raladas
Raspa de 1 laranja 
Sumo de meia laranja
2 chávenas de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
3 colheres de sobremesa de amêndoa triturada (sobras que tinha de outra sobremesa)



Confecção:
Ligue o forno nos 180º. 
Bata os ovos com o açúcar até obter uma mistura fofa. Acrescente o óleo, a cenoura ralada, a raspa e o sumo da laranja e misture bem. Por fim, adicione a farinha, o fermento e a amêndoa. 
Verta para uma forma redonda de buraco e leve ao forno por 40 minutos. 


































segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pizza com farinha para pão de sementes

Quando não tenho nada planeado para o jantar, pergunto ao meu marido o que lhe apetece comer. A resposta, invariavelmente, é sempre a mesma "pizza". Aliás, a resposta que recebo é "mandamos vir uma pizza?" 
Nos últimos tempos não tenho gostado das pizzas da Pizza Hut, para além disso, chegam sempre mornas a casa. Vai daí, decidi pegar na MFP, aguentar a vontade de comer pizza umas horas e preparar a pizza em casa. Ao abrir o armário da despensa, reparei na farinha para pão de sementes da Branca de Neve e a ideia surgiu imediatamente. 
A massa ficou fininha, bem sequinha e estaladiça. O sabor das sementes do pão com o queijo, resultou numa combinação bem saborosa. Uma maravilha!


Deixo-vos a receita:


Ingredientes:
Fatias de paio york
Queijo morazella ralado
Pimenta Preta e orégãos secos 


Confecção:
Prepare a massa de pão de acordo com a instruções da embalagem. No final, coloque a massa sobre uma superfície enfarinhada. 
Corte em 2 pedaços iguais e reserve um deles (no meu caso, congelei uma das metades da massa para uma próxima vez).
Ligue o forno a 180º. Estenda a massa com um rolo, de forma a fica fininha. 
Espalhe 2 colheres de sopa do molho de tomate sobre a massa, polvilhe com bastantes orégãos e queijo mozarella. Polvilhe com mais um pouco de orégãos. 
De seguida, coloque as fatias de paio, rasgadas em pedacinhos e no final o queijo President em fatias finas. Polvilhe o queijo President com pimenta preta moída no momento e leve depois ao forno por 30 minutos.







































































sábado, 5 de julho de 2014

Muffins de canela com farinha integral

Com a idade (ou a maturidade, ou que chamam de lições de vida...) deixei de ser ciumenta. Quando era mais nova, fui rapariga para dar cabo de alguns relacionamentos bem interessantes à conta desta palermice que é o ciúme.
Mais espantoso ainda é o facto de eu não ter ciúmes dos namorados, mas sim das amigas. Se a Sofia ia com a Joana a algum lado e eu não, ficava com ciúmes. Se Joana dava gargalhadas com a Teresa e eu não sabia do que se riam, ficava com ciúmes.
Até que, de tanto magicar na minha cabeça parvoíces, amuava e deixava de falar com elas. Claro que ninguém entendia nada, mas eu do alto da minha arrogância (e ignorância, god bless), não lhes dizia o que sentia e resolvia afastar-me sem dar hipótese para que me entendessem. E as pessoas não estavam para me aturar...
Depois de alguns desaires, aprendi a lição, e hoje posso dizer tenho amigas de longos anos, isto porque aprendi a respeitar o espaço delas e a não fazer de mim o centro das atenções. O mundo não gira a minha volta e para saber estar, é preciso saber ver e entender.

Esta receita já foi feita algumas vezes: para nós, para termos em casa um miminho doce, para os meus pais que adoram miminhos doces e para as minhas colegas de trabalho, que adoram doces mas não querem engordar (a palavra integral tem um efeito poderoso nas mulheres). Isto porque eu gosto de mimar quem gosta de mim...

A receita não é minha, é da Duxa que a deixou no Sabor Intenso.

Deixo aqui o copy/paste da receita, sendo que eu troquei as gotas de chocolate por pepitas do dito.

Ingredientes:
250g de farinha de trigo integral
75g de açúcar amarelo
2 ovos
100g de manteiga amolecida
200ml de leite à temperatura ambiente
2 colheres de chá de canela
3 colheres de chá de fermento químico ( tipo Royal)
Pepitas de chocolate


Confecção:
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Numa tigela, deite a farinha, a canela e o fermento.
Sem misturar, faça um buraco no meio e reserve.
Noutro recipiente, junte a manteiga previamente amolecida, o açúcar e os ovos, bata tudo com uma vara de arames, até ficar ligado.
Adicione esta massa e o leite ao preparado da farinha, mexendo rapidamente com um garfo.
Verta para um tabuleiro de muffins untado, ou para formas untadas, enchendo-as a 3/4 da capacidade.
Leve ao forno a cozer durante cerca de 20 minutos.
Desenforme, e deixe-os arrefecer em cima de uma grelha.

Notas da Duxa: 
Devem respeitar os 20 minutos, para que os muffins não fiquem secos.
Depois de os retirarem do forno, se gostarem, podem polvilhá-los com açúcar e canela.
Antes de os levar ao forno, adicionei-lhes umas gotas de chocolate (pepitas no meu caso).
Rendem 12 unidades.






























































sexta-feira, 4 de julho de 2014

Grão-de-bico com salpicão e couve-flor

Desde que mudámos de casa, mudou também a minha disposição no que toca a cozinha. 
Passei por uma fase em que não gostava de cozinhar, porque não conseguia adaptar-me a cozinha (ou porque o balcão da cozinha é mais pequeno, ou porque a placa é diferente, ou porque o forno não tem alarme, enfim..). 
Como não podíamos passar a vida a comer fora, não tive outro remédio senão habituar-me à divisão da casa e começar a fazer pela vida. E desde essa altura que faço refeições muito rápidas e muito simples... 
A refeição de hoje foi um exemplo disso, em pouco mais de 20 minutos o jantar estava pronto e nós, claro está, satisfeitos porque estava delicioso e prontinhos para começar o fim-de-semana em grande!


Ingredientes:
Couve-flor
1 lata de grão-de-bico pequena
1 colher de sobremesa de mostarda (usei Savora)
1 colher de café mal cheia de malagueta seca em flocos
Azeite, salsa picada e azeitonas pretas
(a receita não levou sal!)


Confecção:
Aqueça um tacho com água e assim que começar a ferver, coloque a couve-flor partida em raminhos, previamente lavada. Quando voltar a ferver desligue e deixe ficar a couve-flor na água uns 3 minutos. Coe e reserve.
Corte rodelas grossas de salpicão e parta em pedaços pequenos. Leve a saltear numa frigideira com um pouco de azeite. Acrescente depois o grão-de-bico e deixe saltear mais um pouco. Tempere com a mistura da margão, a mostarda e os flocos de malagueta. De seguida junte a couve-flor e agite a frigideira. Acrescente mais um pouco dos temperos e necessário mais azeite. 
Sirva com a salsa picada, as azeitonas e no final regue com fio de azeite.

































































quarta-feira, 2 de julho de 2014

As perninhas da POTA todas a mostra e as BATATINHAS quase de fora...

Como é que eu hei-de, como é que eu hei-de?

Como é que eu hei-de me ir embora? 

.....

Muito envergonhados saímos dali
Eu em tronco nu, tu em biquíni.
Não tinha dinheiro, carro também não
Viemos a pé, fizemos serão!

(Ocorreram-me tantos trocadilhos à conta deste cefalópode nem vos passa! O que já me ri sozinha!)

Ora pois muito bem, que após e no seguimento, derivado de vários meses em estado ausente e dormente, volto eu á carga. Espero que se torne frequente, porque vir aqui e escrever dá-me vida! 

O que foi hoje o nosso jantar? Já adivinharam, certo?... 

Ingredientes (para 2 desavergonhados):
800grs de tentáculos de pota descongelados
batatinhas novas para assar
1 pimento verde
1 cebola
4 dentes de alho
azeitonas pretas
Rúcula
Sal, malagueta seca em flocos, azeite 


Confecção:
Enquanto fui dar uma voltinha á beira-rio com o meu marido (uns 35 a 40 minutos), deixei os tentáculos de pota a cozer numa panela com água (pouquinho, só até cobrir o bicho), uma cebola, um dente de alho, uma colher de café de sal, e mistura de pimentão e louro da Margão (se tivesse folhas de louro era o que ia).
Quando cheguei a casa, lavei as batatinhas, piquei-as com uma faca e coloquei-as num pirex. Temperei com uma colher de chá de sal e um fio de azeite e levei ao micro-ondas na potência máxima (1000w) durante 16 minutos. No pirex coloquei também um pimento verde inteiro, igualmente picado (para não correr o risco de rebentar).
Entretanto, cortei os tentáculos em pedacinhos e liguei o forno nos 200º. Assim que as batatas ficaram prontas, juntei os pedaços da pota ao pirex, temperei com os restantes dentes de alho, azeite, malagueta e sal. Abri o pimento ao meio, tirei as pevides e juntei ao pirex. Levei ao forno uns 10 a 15 minutos até tostar um bocadinho. Depois de pronto, juntei as azeitonas.
Acompanhei com a salada de rúcula temperada com azeite e sal (marido meu não gosta de vinagre).
































































E para terminar, vejam bem o céu ao fim da tarde de hoje! Medonho, mas lindo ao mesmo tempo, não acham?








quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Quem é vivo sempre aparece... mesmo que venha atrasado!

Já não me lembrava de como era bom vir aqui ao blog!
Devo ter estado ausente cerca de 6 meses e é quase com alguma vergonha que faço este post.
A verdade é que também não estou vinculada a nada, a não ser comigo própria e com os meus estados de alma e, isso é uma coisa que tem corrido todos os quadrantes nos últimos meses.
 
A mudança de casa aconteceu, estamos na casa nova há cerca de 2 meses e muito mais coisas aconteceram em simultâneo! De tal maneira que posso dizer com toda a segurança que, 2013 será um ano para recordar!
 
As minhas rotinas estão diferentes, a minha inspiração para a cozinha está diferente e não vejo jeitos de voltar a ser o que fui.
Talvez precise de sentir o conforto que já senti... ou apenas de estabilizar rotinas.
 
Vamos ver o que vem aí.... O blog é meu eu faço dele o que quiser e, se a partir de agora me der na veneta para vir para aqui debitar filosofia... está a blogosfera tramadinha!



(No Gerês é que se está bem, vejam bem este pedaço de céu!!!)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Favas estufadas

A vida tem coisas espantosas. Quando era miúda não podia sequer cheirar as favas a cozinharem no tacho, só o cheiro já me deixava mal disposta. Costumava ficar furiosa (amuada, vá) com a minha Mãe por me obrigar a comer arroz de favas!
Desde há uns 3 anos comecei a gostar de favas. Ainda que continue a não gostar do cheiro, troco o mal que cheira pelo prazer que me dá!
Estas favas vieram da casa dos meus sogros, uns 4 quilos talvez. Fiz estas com frango e vou ainda experimentar fazer com camarão. Depois mostro-vos.
 
Deixo-vos a agora o nosso jantar de ontem.
 

Ingredientes (para 2 pessoas):
1 tigela de sopa bem cheia de favas peladas
2 peitos de frango partidos em cubinhos
1 chávena de chá de arroz agulha
Meio tomate grande maduro
1 folha de louro
2 colheres de sopa de vinho branco
1 cebola
1 dente de alho
Azeite, sal, pimenta, e mistura seca de louro e pimentão da espiga

Confecção:
Começar por estalar a cebola e o alho em azeite e de seguida juntar as favas. Acrescentar de seguida as favas, o tomate pelado e partido em pedaços, a folha de louro e o frango. Mexer um pouco, deixar tomar gosto uns 5 minutos de seguida temperar com o vinho, sal, pimenta preta e a mistura da espiga.
Deixar cozinhar em lume médio uns 15 a 20 minutos.
Rectificar os temperos e servir com arroz branco.






































































quinta-feira, 2 de maio de 2013

Arroz de peru (pato style)

Roubar é uma coisa que me deixa fora de mim. Gostava de conseguir entender o que vai na cabeça desses vadios. Deverão achar que quem trabalha arduamente tem obrigação de os sustentar? Acharão que nós somos os parvos e eles os inteligentes?
Isto vem a propósito de uns tios que tinham criação pequena de patos e perus e que generosamente nos davam, de vez em quando, ovos e alguma carne. Tinham, porque há uns meses, esses malditos desocupados, malfeitores de uma figa, resolveram assaltar os tios e levaram não só as patas e as peruas (espertinhos que eles foram em levarem as fêmeas), como também pipas de vinho. E pronto, numa noite foi-se o trabalho, o tempo, o dinheiro e o sustento de pessoas que trabalharam para merecerem o que a terra lhes ia oferecido.
Desabafo à parte, o arroz de peru (cuja carne veio do supermercado) que poderia ter sido um arroz de pato caseiro, ficou saboroso e ainda deu para partilhar com a família.
A decência não se rouba, está dentro de nós, e isso não há mão que leve.
 
 
Ingredientes (para 5 pessoas):
2 pernas de peru
1 chouriço corrente
2 cenouras
1 tigela de arroz agulha
1/2 pimento vermelho
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 pitada de ervas de provence
Azeite, creme culinário Becel, sal, pimento
 
 
Confecção:
De véspera, leva-se a cozer em água as pernas de peru e o chouriço durante 50 minutos. Tempera-se com sal (1 colher de sobremesa rasa), folha de louro, 2 dentes de alho, meio pimento vermelho em tiras e um pouco de ervas de Provence. Quando faltarem 15 minutos junta-se as cenouras inteiras.
Depois de tudo cozido, retira-se a carne, o chouriço e as cenouras. Reserva-se a água de cozedura.
No dia seguinte, retiram-se as gorduras e desfia-se a carne e corta-se às rodelas a cenoura e o chouriço.
Num tacho, leva-se ao lume 1 colher de sopa de azeite e uma colher de sopa de Becel líquido. Adiciona-se uma pitada de alho em pó e pimenta preta. Logo que esteja quente, junta-se o arroz e deixa-se fritar uns 3 minutos, mexendo ocasionalmente. De seguida acrescenta-se a água de cozer a carne (2 vezes a medida do arroz), tempera-se com um pouco de sal e deixa-se em lume brando. Entretanto liga-se o forno a 200º. Quando a água do arroz tiver praticamente desaparecido do tacho, retira-se do lume. Coloca-se o peru desfiado no fundo de uma assadeira com algumas rodelas de cenoura e chouriço e por cima o arroz. Em cima do arroz, coloca-se as restantes rodelas e leva-se ao forno uns 15 minutos para tostar.
Há quem polvilhe com queijo antes de levar ao forno, mas como tinha em casa queijo para gratinar, deixei ir mesmo assim, e não se perdeu nada.
 
 
Nota: Aproveitei uma tigela da água de cozer a carne, para juntar á preparação de uma sopa de couve coração que fiz na mesma altura do arroz.
Coei a gordura e, depois de ter a base da sopa ralada, acrescentei a água da carne. Ficou muito bom. A sopa (cuja base levou feijão), ficou com um sabor muito suave á carne e ao chouriço. Os meus pais adoraram!
 








terça-feira, 30 de abril de 2013

Bolachinhas de Amêndoa

Admito! Entrei em modo dieta leve a moderada. Equivale a dizer que estou a morrer por comer as Lay's Gourmet e um pastel de nata com o café e que por enquanto me tenho aguentado.
Como uma saladinha á noite, pois claro que estou de dieta, e depois ferro-me toda, porque a seguir apetece-me um iogurte grego de amoras, ou uma (ai uma!!) bolachinha com recheio de doce de laranja e cobertura de chocolate.
Ser mulher é tramado! Mas ninguém á face da terra tem destas paranoias!
Dito isto, fiz bolachinhas de amêndoa num dia que não havia batatas fritas, pastéis de nata, iogurtes ou bolachinhas em casa para me atazanar o juízo. A única chaga que tinha em casa, era o marido a queixar-se que não tinha uma bolachinha para acompanhar com o café! Homens!
 
Ingredientes:
(para uma pazada de bolachas que depois de feitas reparti pelos pais e sogros, toma! se eu fico gorda vocês também ficam!)
200 gr de amêndoa moída
2 claras de ovo
130 gr de açúcar branco
1 colher de sobremesa de canela
raspa de 1/4 de limão
Amêndoa laminada ou uvas passas para decorar
 
Confecção:
Bater as claras em castelo, acrescentando aos poucos o açúcar. Misturar a amêndoa com a canela e a raspa de limão. Adicione cuidadosamente ás claras.
Num tabuleiro de ir ao forno, forrado com papel vegetal, faça montinhos com 2 colheres de sopa previamente molhadas em água. Decore com a amêndoa laminada ou com as passas e leve a forno quente nos 150º por 20 minutos. Retire do papel de vegetal depois de frias.

Crocantes e húmidas são uma delicia! (disseram-me, claro, que eu estou de dieta!).






segunda-feira, 29 de abril de 2013

Frango Express

Ora aqui está um almoço rápido, daqueles que demora tanto a fazer, quanto demora o grelhador a aquecer.
 
A ideia desta massa veio do meu marido, que me disse que às vezes come á hora de almoço uma espécie de esparguete salteado com alho e orégãos. Vai daí, quis também experimentar.
 
Deixo-vos a sugestão.
 
 
Ingredientes (para 2 pessoas):
2 peitos de frango
1 cubo de caldo Knorr de galinha
1 colher de sopa (mal cheia) de azeite
120 gr de massa esparguete
Orégãos, alho em pó, sal e azeite, q.b.
 
 
Confecção:
Cozer a massa em abundante água a ferver temperada com sal durante 6 a 7 minutos. Misturar o cubo de caldo de galinha com a colher de sopa de azeite e mexer até formar uma pasta. Barrar os peitos de frango com esta pasta, deixar repousar uns 5 minutos.
Levar a carne a grelhar em grelhador bem quente e com lume médio-alto, para que os sucos se mantenham no interior da carne. Logo que esparguete esteja cozido, escorrer bem e de seguida passar para uma frigideira anti-aderente com azeite, alho em pó e uma quantidade generosa de orégãos. Ir mexendo o esparguete para misturar bem os temperos. Acrescentar mais azeite ou alho em pó, se necessário.
Servir com rodelas de beterraba (conserva em vinagre) e alcaparras.




















domingo, 28 de abril de 2013

Salmão com batatas e castanhas

Vocês devem achar que eu não tenho as 5.ªs feiras todas! Ai e tal, detesto salmão, aquilo não se digere aqui dentro, a textura parece um lençol de flanela e depois... pimba! Toma lá um salmão grelhado. E a verdade é que é mesmo assim. A outra verdade é que não chateia por aí além comer uma posta de salmão da grossura dum lenço de seda, grelhado e temperado apenas com limão e muito pouco sal.
A minha mãe, que sabe que adoro aquelas batatinhas novas minúsculas, trouxe-me um punhado que viu à venda no mercado lá da terra. Aproveitei as batatinhas para as saltear com castanhas e servi com o salmão. Simples e delicioso!
 
Ingredientes (para 2 pessoas):
2 postas de salmão
1 tigela de batatinhas novas
1/2 tigela de castanhas descongeladas
1/2 pimento vermelho
Sumo de limão, azeite, orégãos, sal, pimenta e colorau
 
Confecção:
Temperar o salmão com limão e deixar tomar gosto por 15 minutos. Enquanto isso, esfregar muito bem as batatas debaixo de água corrente, para lhes tirar a terra.
Levar uma panela ao lume com água e assim que ferver juntar as batatinhas. Deixar cozer uns 5 minutos. Quando faltar 2 minutos acrescentar as castanhas. Retirar as batatas e as castanhas da água e escorrer bem.
Levar ao lume uma frigideira com azeite e quando quente juntar as batatas e as castanhas. Temperar com sal, orégãos, pimenta e colorau. Deixar saltear em lume médio-alto. Grelhar as postas de salmão e o pimento vermelho a gosto e no fim temperar com sal.
Servir com as batatas, castanhas e tirinhas de pimento.







sábado, 27 de abril de 2013

Arroz malandrinho com raia e 7 gramas de ternura

Tal como a senhora do blog maravilhoso que é o 7 gramas de ternura, também aqui em casa adoramos arroz malandrinho. Esta adoração não é nova e não há como desaparecer. 
Assim que vi a receita no seu blog, não a tirei mais da cabeça. Esperei pelo fim de semana para ir à peixaria e... zuca! Lá vim eu para casa com uma raia partida às postas!
Não inovei nem inventei nada relativamente à receita que me serviu de inspiração. Contudo, deixo-vos a descrição de como preparei a refeição.
 
 
Ingredientes (para 2 pessoas):
1 raia fresca pequena cortada em postas (a Sra. da peixaria encarregou-se de a limpar e partir)
1 limão
Farinha de milho para fritar a raia
1 chávena de chá de arroz carolino
1 chávena de chá de brócolos partidos em raminhos
1/2 lata pequena de feijão vermelho cozido
1/4 de pimento vermelho cortado em pedaços
1/2 tomate coração de boi (ainda tenho congelados que recebi da minha sogra)
1/2 cebola
1 dente de alho
1 folha de louro
Azeite, sal, pimenta
 
 
Confecção:
Lavar a raia muito bem sobre água corrente. Colocar as postas num recipiente e cobrir com água e sumo de 1 limão durante 30 minutos. 
Picar a cebola e o alho e levar a alourar em azeite. De seguida, acrescentar o tomate cortado em pedaços, a folha de louro e o pimento, temperar com um pouquinho de sal e pimenta e deixar cozinhar 10 minutos. Acrescentar um pouco de água quente se for preciso.  De seguida, juntar o arroz e os brócolos. Adicionar água quente (eu costumo juntar 3 vezes a medida do arroz), rectificar os temperos e deixar cozinhar uns 14 minutos. Quando faltar 2 minutos, juntar o feijão vermelho escorrido.
Entretanto, retirar o peixe da água e secar. Temperar com um pouco de sal, passar pela farinha de milho e levar a fritar em óleo quente.
No final, servir o arroz com as postas de raia.
 
No fim da refeição, sorrir e apreciar uma belíssima tarde de sol!